COLETIVO QUER AMPLIAR NÍVEIS DE INCLUSÃO PROFISSIONAL - BEST BUDDIES BRAZIL

COLETIVO QUER AMPLIAR NÍVEIS DE INCLUSÃO PROFISSIONAL

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RHs serão o foco inicial dos trabalhos e ideia é criar um plano estratégico para os próximos anos.

Buscando melhorar a inclusão, o engajamento e o desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência, um grupo de dez instituições do Brasil com trabalhos voltados para este público criou o coletivo ‘Todos Somos 1’.

Segundo a  diretora-executiva da ONG Best Buddies Brasil, Roberta Cruz, o objetivo é desenhar e estruturar um plano de inclusão para os próximos quatro anos. “Apesar das instituições realizarem trabalhos diferentes (desenvolvimento de autonomia, sociabilização, capacitação etc.), com a junção de esforços será muito mais fácil criar um plano de ação que possa melhorar esses índices no mercado de trabalho”, afirma.

A primeira reunião do grupo aconteceu no mês passado, durante o 1º Encontro Nacional sobre Inclusão e definiu o setor de Recursos Humanos das empresas como foco inicial de trabalho. A ideia é buscar os responsáveis por essas áreas e apresentar, por meio de palestras, seminários e eventos, métodos eficazes para apoiar a carreira de pessoas com deficiência com base em suas ambições e competências.

O trabalho também irá abordar outro aspecto essencial: o engajamento, considerado pela especialista como a principal barreira para o desenvolvimento de PcDs nas organizações. “O engajamento é mais complicado do que arranjar um trabalho. A maioria dos que querem trabalhar tem a capacitação necessária. Para eles, talvez seja muito mais difícil combinar com quem vão almoçar do que executar uma tarefa profissional. Entretanto, se a empresa souber recebê-los, eles se sentirão mais à vontade e isto facilitará o restante do processo.”

De acordo com Roberta, após a efetivação de algumas metas propostas pelo plano, o grupo dará abertura para a participação de outras ONGs, associações e instituições que trabalhem com pessoas com deficiência e queiram fazer parte do projeto, a fim de expandir o trabalho por todo o País. “Vamos capacitar, desmitificar, quebrar barreiras, criar eventos e socializar esse público, para a sociedade aprender como se relacionar e se conscientizar de que a deficiência não impede ninguém de ter uma vida normal, seja ela profissional ou social ”, finaliza.

Font: O Amarelinho